Imagem

A escola assume um papel fundamental na vida de todas as crianças e jovens que a frequentam, bem como na das suas famílias.

Se para a maioria dos alunos, o percurso escolar é vivido sem grandes sobressaltos, muitos há, no entanto, que, pelas mais diversas razões, vêem o seu sucesso escolar comprometido.

São muitas as dificuldades que podem interferir de forma negativa com o desempenho académico de muitas crianças e jovens, dificuldades essas a que pais, professores e outros agentes educativos devem estar atentos, uma vez que, constituem, na maioria das vezes, motivo para procurar ajuda especializada.

Neste sentido, importa esclarecer alguns aspetos relativos à consulta de avaliação e intervenção psicopedagógica, a qual pretende, precisamente, dar resposta a uma multiplicidade de problemáticas associadas às dificuldades escolares, nomeadamente:

  • dificuldades de aprendizagem (generalizadas ou específicas ao nível da leitura, escrita, cálculo, entre outras);
  • fraco rendimento académico;
  • baixa motivação escolar;
  • dificuldades emocionais;
  • problemas de comportamento e de socialização;
  • indecisão vocacional.

De um modo geral, a avaliação psicopedagógica implica um conjunto de 3 a 4 sessões, sendo a primeira e a última realizadas com os pais, no sentido de, respetivamente: i) averiguar o motivo da consulta e recolher junto dos mesmos informações importantes acerca do desenvolvimento da criança ou jovem; ii) devolver a informação e o aconselhamento ou proposta de intervenção.

Os métodos e técnicas de avaliação utilizados prendem-se, essencialmente, com entrevistas, observação direta, inventários de comportamento (para pais, professores e criança/jovem), instrumentos de avaliação (estandardizados e não estandardizados) dos domínios cognitivo, neuropsicológico, pedagógico e emocional, e a análise de diferentes materiais escritos/produzidos pela criança ou pelo jovem, que permitam a reconstituição do seu percurso escolar.

Pretende-se, para além de despistar um conjunto de problemáticas, compreender, de forma sistémica, a criança ou o jovem, bem como as suas verdadeiras dificuldades.

E porque tão importante como perceber as dificuldades que cada criança ou jovem evidencia, é, também, potenciar as suas áreas fortes e encontrar estratégias que lhes permitam ultrapassar tais dificuldades, assume particular relevância a intervenção. Esta passa sempre pela articulação das propostas reeducativas com os técnicos das escolas, ou outros que se revelem importantes no processo educativo da criança ou jovem em questão. Em consulta, é elaborado um plano de intervenção específico para cada caso, privilegiando-se o recurso a metodologias e técnicas de reeducação diversas – que têm, grosso modo, como princípios base a promoção de aprendizagens multissensoriais, um ensino direto e explícito, estruturado e cumulativo e a automatização das competências aprendidas.

As sessões de intervenção deverão ter frequência semanal e o trabalho efetuado deverá, sempre que possível, ser reforçado em casa, com o apoio dos pais, os quais estão, inevitavelmente, envolvidos em todo este processo e assumem um papel preponderante no mesmo.

 

Andreia Costa